BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES!
Rukongai


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1 BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 27/7/2012, 6:24 pm

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Menos Grande
Shinigami dos Bolinhos
Shinigami dos Bolinhos

FILME BOM DO BARALHO! Não sei dizer se foi melhor que o segundo, ou é a empolgação vou ter que deixar esfriar um pouco para garantir a imparcialidade... porém uma coisa dá para dizer, fecha com CHAVE DE OURO a trilogia, realmente é UMA TRILOGIA os filmes anteriores deixaram o gancho certo para se responderem nesse filme.. tudo foi respondido satisfatóriamente.
O BANE tá foda! Os plot Twist estão fodas.. e como sempre o Batman e a policia subestimam os vilões até quando é tarde... mulher gato tá demais! Vou deixar os spoilers para os próximos posts!

2 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 28/7/2012, 12:00 am


Eu fui comprar o Combo no cinema com Pipoca refrigerante e um boné.
Chego pro vendedor "Esse boné é a prova de balas?" Todo mundo na fila morreu de rir kkkk


O - FILME - FOI - O - FILME.
Sério, muuuito bom, muitas coisas inesperadas e muitas reviravoltas, pareceu muuuito longo, no máximo três coisas me desagradaram no filme, não por ser ruim e sim por ter saído tosco, mas todo o resto foi perfeito, como esperado.
Tipo... me senti drogado quando acabou de tão bom que foi kkkk Nolan mandou muito bem e, pra quem tiver dúvidas, sim, é possível uma continuação e na minha opinião até uma continuação que também seja uma adaptação pra o início da Liga da Justiça.
Sobre as atuações, o bane me convenceu muito! E a mulher gato eu sempre olhava pra ela, antes de assistir e dizia "Escolheram a mulher errado, ela tá mais pra Batwoman ou Batgirl do que pra Mulher Gato, o nome dela deve ser Bárbara e não Selena ver isso..." aí na primeira cena em que ela mostra a personalidade da mulher gato... é uma mudança tão drástica na interpretação e nos trejeitos de um segundo pro outro que.... me ganhou, na hora fui convencido que não podia ter atriz melhor!!!
Simplesmente implacável, que venha O Hobbit!

3 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 28/7/2012, 12:05 am

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Clamp
Moderador
Moderador

Filme monstro.

Segue comentários com muito spoilers, mas muito mesmo

Spoiler:
Nolan entregou tudo q um fã queria. Até mesmo um Robin.

Mulher gato esta foda. Rouba todas as cenas.

Bane esta honesto. Nunca teremos algo perto do q foi o coringa, mas ele fez o caos q tanto o coringa queria. Dominou a cidade, as pessoas. O clima foi muito envolvente, me perdi nas vezes q torci contra. Sem contar as lagrimas quando ele quebra o batman e depois quando explode metade da cidade.

Outro q superou foi o ator do Alfredy. Já conhecia ele de outros filmes, mas neste ele merece tods os prêmios q existem. A conversa com o Bruce, sem nenhum outro som a não ser suas vozes é de arrepiar.

Voltando ao Robin, pelas notícias eu já imaginava q seria ele. Foi um puta presente do Nolan. principalmente ele encontrando a caverna...

Alguém precisa fazer o Nolan mudar de idéia e dirigir um quarto filme.

4 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 28/7/2012, 2:04 am


@Clamp:
Spoiler:
Concordo com tudo, menos com o Nolan dirigir um quarto filme. Ou até a existência de um quarto filme. A não ser que fosse tipo do Blake sendo o Nightwing, ou o Batman, mas sem Bruce Wayne, aquele foi o final perfeito pro Bruce Wayne. Mas realmente, a cena do Bane quebrando a coluna do Batman ficou como eu esperava, sem exageros nem nada, no cru! Pena que ele tem a coluna re-posta muito rápido =[ mas também não é pra ser igual aos quadrinhos né xD

5 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 28/7/2012, 10:39 am

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Menos Grande
Shinigami dos Bolinhos
Shinigami dos Bolinhos

Dá para acreditar que já tem 4 anos que vimos o Coringa queimando Gotham?
Spoiler:
Aqueles médicos da prisão curado o Bruce NA-TORA-LMENTE XD! 5 meses naquele buraco foram melhores que 8 anos em Gotham ç.ç! Acho que tudo foi bom, vimos o preço de ser o batman no corpo do Bruce deu uma pena tremenda! REALISMO esse filme TRANSPIRAVA realismo! Todos os personagens ficaram ótimos como davam para ser... sei que sempre vai correr a comparação Joker X Bane... mas vejam não dá para comparar os dois! Mesmo nos quadrinhos o Bane nunca foi (ou será) tão interessante quanto o Joker! Porém o Nolan tirou diamante de carvão deixando esse Bane O MELHOR BANE JÁ FEITO! Assim como o Heath foi o MELHOR CORINGA! Até o Bale que eu achava foda como Bruce e mais ou menos como Batman... vendo tudo agora posso falar também ele foi o MELHOR BATMAN ! (veja que sempre que falo O MELHOR! Tô considerando até as Hqs que já li.. que não foram tantas, mas sempre boas).

O Joker queria CAOS sobre CAOS, só queria ver o mundo queimar, o Bane (até por ajuda da Thalia) era frio e calculista e queria CAOS, mas queria tudo isso por seu plano não teve um movimento sem um nó essencial ao seu plano! Nisso Bane foi sensacional.


Outra coisa que esse filme ofereceu que o 2 não fez foi o seguinte: TORCER PELO BATMAN! O Filme um foi todo do Batman como o esperado, os inimigos não eram tãaaao interessantes assim (porém se olhados pela perspectiva do 3 eles se tornam bem melhores) e agente acaba torcendo pelo Batman, no dois o Coringa é TÃO FODA! Mas tão FODA! Que você acaba torcendo por ele só para ver o que ele vai aprontar em seguida.... ele tinha uma classe ótima de vilão.
No terceiro filme DARK KNIGHT RISES! Você compreende os vilões, até pode torcer em algum ponto... porém você SEMPRE TORCE PELO BATMAN! Caralho... ele lá subindo o poço da prisão... comecei a gritar junto com os presos para o Bruce voar! VOE BRUCE >_<! A-D-O-R-E-I!

A Catwoman também não tava levando muito a sério antes do filme, mas em 3 minutos de filme ela me convenceu... mesmo não sendo tão sexy quanto a Michelle Pfeiffer, ela conseguiu ir ALÉM como mulher gato do que qualquer pessoa já foi... a interação dela e Batman teve de tudo de humor à amor.

Thalia... Cara tem como não amar o Nolan? Ele cria os vilões mais fodas em 3 minutos de filme e você fica pagando pau mais do que os vilões de Bleach feitos durante 5 anos? Thalia foi o Plot Twist perfeito, igual ao Duas Caras, só que melhor já que ela sempre foi malvada... ela era a criança que escapou!


Isso leva outro detalhe do filme... ele pegou o que tinha de melhor em V de vingança para o filme do batman.. tanto o Bane quanto o Batman (e quiça o Joker), não importa quem eles eram, eles eram lendas que podiam ser qualquer homem e isso que importa... quando uma pessoa ajuda outra sem esperar nada essa pessoa "É o batman", o próprio Bane se você notar mascara e tudo... ele era o bane, mas era só metade do Bane, a Thalia era a "criança que escapou" ela acabou se tornando Bane tanto quanto o próprio Bane era, a mascara uniu os dois, assim como o Batman que vai ser substituído pelo Blake, foda.

Uma pena que o Heath morreu eu ia adorar ver o coringa tendo um "bairro" de Gotham que nem os outros vilões deu um ar bem "Batman Arkham City" quem puder jogar jogue, principalmente depois desse filme você vai se sentir mais e mais batman.

6 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 28/7/2012, 2:25 pm

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Reyel
Nível de Octava Espada
Nível de Octava Espada

Foda DEMAIS mesmo! Nem o medo de ser fuzilado na pré-estréia conseguiu estragar o filme haha

Spoiler:
Cara, o Bane foi sensacional. Mesmo nível do Joker, na minha opinião, por mais diferentes q os estilos das personagens fossem. Os dois dominaram completamente as cenas q eles apareceram. O Bane estava extremamente intimidante. Aquela máscara, aqueles olhos vítreos, o tamanho dele... Sem contar q o fdp era god-like nas artes marciais. E a adaptação q o Nolan fez pra substituir o soro da força do Bane da HQ foi mto boa tb. Com anestésico constante sendo inalado, o Bane provavelmente mal sentia as cacetadas do Batman e podia puxar o corpo até o limite quando queria.

E o q foi aquela primeira luta contra o Batman? Santa mãe, acho q foi a melhor luta q eu já vi no cinema, sem brincadeira. Vc sentia cada soco q o Batman levava. Naquela cena a gente percebeu, finalmente, a fragilidade de um herói, coisa q nunca foi mostrada antes. Tinha gente fechando o olho a cada cacetada q o Batman levava.

A mulher gato foi outra q foi espetacular. Personalidade perfeita, físico perfeito e estilo de luta perfeito. Tiro meu chapéu pra ela. Assim como eu tiro meu chapéu pro "Robin". O cara complementou o filme de forma sensacional.

E o plano do Bane? O Coringa só queria caos pra se divertir, mas o Bane queria vaporizar Gotham. E, sinceramente, o plano dele foi assustadoramente realista. A situação do Coringa iria se tornar insustentável uma hora ou outra mesmo se o Batman não tivesse capturado ele, mas o Bane tomou Gotham inteira like a boss. Ele simplesmente quebrou o Batman e fechou o cerco na cidade. Lindo.

Fechou com chave de ouro mesmo. Acho q nunca mais a gente terá uma trilogia assim, tão foda. Essa aí será um clássico.

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Menos Grande
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Por Slavoj Žižek.

Confira abaixo artigo inédito, traduzido por Rogério Bettoni, enviado com exclusividade pelo autor para a Boitempo publicar em seu Blog.


Adverte-se aos leitores que o texto contém detalhes da trama de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

For the english version, click here.

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge confirma mais uma vez como os blockbusters de Hollywood são indicadores precisos da situação ideológica da nossa sociedade. A narrativa (resumida) se dá da seguinte maneira. Oito anos depois dos eventos de Batman – O Cavaleiro das Trevas, capítulo anterior da saga Batman, a lei e a ordem prevalecem em Gotham City: sob os extraordinários poderes do Ato Dent, o comissário Gordon praticamente erradicou o crime violento e organizado. No entanto, ele se sente culpado pela cobertura dos crimes de Harvey Dent (Dent morreu ao tentar matar o filho de Gordon, salvo por Batman, que assumiu a culpa em nome da manutenção do mito de Dent, levando a uma demonização de Batman como vilão de Gotham) e planeja admitir a conspiração em um evento público de celebração a Dent, mas acaba concluindo que a cidade não está preparada para a verdade. Bruce Wayne, que não atua mais como Batman, vive isolado na própria Mansão enquanto sua empresa desmorona depois de ter investido em um projeto de energia limpa criado para aproveitar a energia nuclear, mas encerrado quando ele descobriu que o núcleo poderia ser transformado em uma bomba. A lindíssima Miranda Tate, membra do conselho administrativo da Wayne Enterprises, convence Wayne a refazer a sociedade e continuar com seus trabalhos filantrópicos.

Aqui entra o (primeiro) vilão do filme: Bane, líder terrorista e antigo membro da Liga das Sombras, consegue a cópia do discurso de Gordon. Depois que as tramas financeiras de Bane quase levam a empresa de Wayne à falência, Wayne confia a Miranda a tarefa de controlar seus negócios, além de ter com ela um breve caso amoroso. (Nesse aspecto ela compete com a gata-ladra Selina Kyle, que rouba dos ricos para redistribuir a riqueza, mas acaba se juntando a Wayne e às forças da lei e da ordem.) Ao descobrir a movimentação de Bane, Wayne retorna como Batman e confronta Bane, que afirma ter assumido a Liga das Sombras após a morte de Ra’s Al Ghul. Depois de deixar Batman gravemente ferido em um combate corpo a corpo, Bane o coloca numa prisão de onde é praticamente impossível fugir. Seus companheiros de prisão contam para Wayne a história da única pessoa que conseguiu escapar: uma criança motivada pela necessidade e pela mera força de vontade. Enquanto o prisioneiro Wayne se recupera dos ferimentos e se prepara para ser Batman de novo, Bane consegue transformar Gotham City em uma cidade-Estado isolada. Primeiro ele atrai para o subsolo a maior parte dos policiais de Gotham e os prende lá; depois provoca explosões que destroem a maioria das pontes que conectavam Gotham City ao continente, anunciando que qualquer tentativa de deixar a cidade resultaria na detonação do núcleo de Wayne, do qual se apoderou e transformou em uma bomba.

Chegamos então ao momento crucial do filme: a tomada de poder por parte de Bane acontece junto com uma vasta ofensiva político-ideológica. Bane revela publicamente o acobertamento da morte de Dent e liberta os prisioneiros detidos pelo Ato Dent. Condenando os ricos e poderosos, ele promete devolver o poder ao povo, convocando as pessoas comuns a “tomarem a cidade de volta” – Bane revela-se como “o manifestante definitivo do Occupy Wall Street, convocando os 99% a se juntarem para derrubar as elites sociais”[1]. Segue-se então a ideia do filme de poder do povo: uma sequência mostra uma série de julgamentos e execuções dos ricos, as ruas tomadas pelo crime e pela vilania… alguns meses depois, enquanto Gotham City continua sofrendo o terror popular, Wayne consegue fugir da prisão, retorna a Gotham como Batman e convoca os amigos para ajudá-lo a libertar a cidade e desarmar a bomba nuclear antes que ela exploda. Batman confronta e domina Bane, mas Miranda intervém e apunhala Batman – a benfeitora social revela-se como Talia al Ghul, filha de Ra’s: foi ela que escapou da prisão quando criança e foi Bane que a ajudou a fugir. Depois de comunicar seu plano de terminar a tarefa do pai de destruir Gotham, Talia foge. Na confusão que se segue, Gordon destrói o dispositivo que permitia a detonação remota da bomba enquanto Selina mata Bane, permitindo que Batman vá atrás de Talia. Ele tenta forçá-la a levar a bomba para a câmara de fusão onde pode ser estabilizada, mas Talia inunda a câmara. Talia morre quando seu caminhão bate, confiante de que a bomba não pode ser detida. Usando um helicóptero especial, Batman transporta a bomba para além dos limites da cidade, onde ela explode sobre o oceano e supostamente o mata.

Agora Batman é celebrado como um herói cujo sacrifício salvou Gotham City, enquanto Wayne é tido como morto nos motins. Após seus bens serem divididos, Alfred vê Bruce e Selina juntos em um café em Florença, enquanto Blake, jovem policial honesto que conhecia a identidade de Batman, herda a Batcaverna. Em suma, “Batman salva a situação, aparece incólume e continua com uma vida normal, enquanto outro o substitui no papel de defender o sistema”[2]. A primeira pista dos fundamentos ideológicos desse final é dada por Gordon, que, no (suposto) enterro de Wayne, lê as últimas linhas de Um conto de duas cidades, de Dickens: “Esta é, sem dúvida, a melhor coisa que faço e que jamais fiz; este é, sem dúvida, o melhor descanso que terei e que jamais tive”. Alguns críticos do filme interpretaram essa citação como um indício de que o filme “atinge o nível mais nobre da arte ocidental. O filme apela para o centro da tradição norte-americana – o ideal do nobre sacrifício pelo povo comum. Batman deve se humilhar para ser exaltado e renunciar à própria vida para encontrar uma nova. [...] Como máxima figura de Cristo, Batman sacrifica a si para salvar os outros”[3].

Dessa perspectiva, com efeito, Dickens está apenas a um passo de distância de Cristo no Calvário: “Pois aquele que quiser salvar a sua vida, vai perdê-la, mas o que perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que aproveitará ao homem se ganhar o mundo inteiro mas arruinar a sua vida?” (Mt 16:25-26 da Bíblia de Jerusalém). O sacrifício de Batman como repetição da morte de Cristo? Essa ideia não seria comprometida pela última cena do filme (Wayne com Selina em um café em Florença)? O equivalente religioso desse final não seria a conhecida ideia blasfema de que Cristo realmente sobreviveu à crucificação e teve uma vida longa e pacífica (na Índia, ou talvez no Tibete, de acordo com algumas fontes)? A única maneira de remir essa cena final seria interpretá-la como um devaneio (alucinação) de Alfred, que se senta sozinho em um café em Florença. Outra característica dickensiana do filme é a queixa despolitizada sobre a lacuna entre ricos e pobres – no início do filme, Selina sussurra para Wayne enquanto eles dançam em um baile exclusivo da elite: “Está vindo uma tempestade, sr. Wayne. É melhor que estejam preparados. Pois quando ela chegar, todos se perguntarão como acharam que poderiam viver com tanto e deixar tão pouco para o resto”. Nolan, como todo bom liberal, está “preocupado” com essa disparidade e reconhece que essa preocupação impregnou o filme:

O que vejo do filme relacionado ao mundo real é a ideia de desonestidade. O filme inteiro trata da chegada do seu ponto crítico. [...] A ideia de justiça econômica perpassa o filme, e por duas razões. Primeiro, Bruce Wayne é um bilionário. Isso tem de ser levado em conta. [...] E segundo, há muitas coisas na vida, e a economia é uma delas, em que precisamos confiar em grande parte do que nos dizem, pois a maioria de nós se sente desprovida das ferramentas analíticas para saber o que está acontecendo. [...] Não acho que existe uma perspectiva de direita ou de esquerda no filme. Ele faz apenas uma avaliação honesta, ou uma exploração honesta, do mundo em que vivemos – de coisas que nos preocupam.[4]

Por mais que os espectadores saibam que Wayne é extremamente rico, eles tendem a se esquecer de onde vem a riqueza dele: fabricação de armas e especulação financeira, e é por isso que as jogadas de Bane na Bolsa de Valores podem destruir seu império – traficante de armas e especulador, esse é o verdadeiro segredo por trás da máscara do Batman. De que modo o filme lida com isso? Ressuscitando o tema arquetípico dickensiano do bom capitalista que se envolve no financiamento de orfanatos (Wayne) versus o mau e ganancioso capitalista (Stryver, como em Dickens). Nessa moralização dickensiana excessiva, a disparidade econômica é traduzida na “desonestidade” que deveria ser “honestamente” analisada, embora não tenhamos nenhum mapeamento cognitivo confiável, e uma abordagem “honesta” como essa nos leva a mais um paralelo com Dickens – é como afirmou Jonathan (corroteirista), irmão de Christopher Nolan, sem rodeios: “Para mim, Um conto de duas cidades foi o retrato mais angustiante de uma civilização reconhecível e descritível que se desintegrou completamente em pedaços. Com os terrores em Paris, na França daquela época, não é difícil imaginar que as coisas dariam tão errado assim”[5]. As cenas do vingativo levante populista no filme (uma multidão sedenta pelo sangue dos ricos que os ignoraram e exploraram) evocam a descrição de Dickens do Reino do Terror, tanto que, embora não tenha nada a ver com política, o filme segue o romance de Dickens ao retratar “honestamente” os revolucionários como fanáticos possuídos, e assim fornece

a caricatura do que, na vida real, seriam revolucionários comprometidos ideologicamente no combate da injustiça estrutural. Hollywood conta o que o establishment quer que saibamos – que os revolucionários são criaturas brutais, sem nenhum respeito pela vida humana. Apesar da retórica emancipatória sobre a libertação, eles têm projetos sinistros por trás. Portanto, quaisquer que sejam as razões, elas precisam ser eliminadas.[6]

Tom Charity destacou corretamente “a defesa que o filme faz do establishment na forma de bilionários filantrópicos e uma polícia corrupta” – na sua desconfiança das pessoas que resolvem as coisas com as próprias mãos, o filme “demonstra tanto o desejo por justiça social quanto o medo do que realmente pode parecer nas mãos de uma multidão”[7]. Aqui, Karthick levanta uma questão bem clara sobre a imensa popularidade da figura do Coringa no filme anterior: qual o motivo de uma atitude tão hostil para com Bane quando o Coringa foi tratado com tanta mansidão no filme anterior? A resposta é simples e convincente:

O Coringa, que clama por anarquia na sua mais pura manifestação, enfatiza a hipocrisia da civilização burguesa como ela existe, mas é impossível traduzir suas visões em uma ação de massa. Bane, por outro lado, representa uma ameaça existencial ao sistema de opressão. [...] Sua força não é apenas a psique, mas também sua capacidade de comandar as pessoas e mobilizá-las rumo a um objetivo político. Ele representa a vanguarda, o representante organizado dos oprimidos que promove a luta política em nome deles para gerar mudanças sociais. Tamanha força, com o maior dos potenciais subversivos, não tem lugar dentro do sistema. Ela precisa ser eliminada.[8]

No entanto, ainda que Bane não tenha o fascínio do Coringa de Heath Ledger, há uma característica que o distingue desse último: o amor incondicional, a mesma fonte da sua dureza. Em uma cena curta mas comovente, vemos como, em um ato de amor no meio do sofrimento terrível, Bane salvou a garota Talia sem se importar com as consequências e pagando um preço terrível por isso (foi espancado quase até a morte por defendê-la). Karthick tem toda razão ao situar esse acontecimento dentro da longa tradição, de Cristo a Che Guevara, que exalta a violência como uma “obra do amor”, como nas famosas palavras do diário de Che Guevara: “Devo dizer, correndo o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é guiado pelo forte sentimento do amor. É impossível pensar em um revolucionário autêntico sem essa qualidade”[9]. O que encontramos aqui nem é tanto a “cristificação de Che”, mas sim uma “cheização do próprio Cristo” – o Cristo cujas palavras “escandalosas” de Lucas (“se alguém vem a mim e não odeia seu próprio pai e mãe, mulher, filhos, irmãos, irmãs e até a própria vida, não pode ser meu discípulo” [Lc 14]) apontam exatamente na mesma direção que a famosa citação de Che: “É preciso ser duro, mas sem perder a ternura”. A afirmação de que “o verdadeiro revolucionário é guiado pelo forte sentimento do amor” deveria ser interpretada juntamente com a declaração muito mais “problemática” de Guevara sobre os revolucionários como “máquinas de matar”:

O ódio é um elemento da luta; o ódio impiedoso do inimigo que nos ergue acima e além das limitações naturais do homem e nos transforma em eficazes, violentas, seletivas e frias máquinas de matar. Assim devem ser nossos soldados; um povo sem ódio não derrota um inimigo brutal.

Ou, parafraseando Kant e Robespierre mais uma vez: o amor sem crueldade é impotente; a crueldade sem amor é cega, paixão efêmera que perde todo seu vigor. Guevara está parafraseando as declarações de Cristo sobre a unidade do amor e da espada – em ambos os casos, o paradoxo subjacente consiste nisto: o que torna o amor angelical, o que o eleva acima da mera sentimentalidade instável e patética, é essa mesma crueldade, o seu elo com a violência – é esse elo que eleva o amor acima e além das limitações naturais do homem e o transforma em pulsão incondicional. É por isso que, voltando a O Cavaleiro das Trevas Ressurge, o único amor autêntico no filme é o de Bane, o “amor do terrorista”, em nítido contraste a Batman.

Nesse mesmo viés, a figura de Ra’s, pai de Talia, merece um exame mais cuidadoso. Ra’s é uma mistura de características árabes e orientais, um agente do virtuoso terror lutando para contrabalancear a corrompida civilização ocidental. O personagem é interpretado por Liam Neeson, ator cuja persona na tela geralmente irradia uma nobre bondade e sabedoria (ele faz o papel de Zeus em Fúria de Titãs), e que também representa Qui-Gon Jinn em A Ameaça Fantasma, primeiro episódio da série Star Wars. Qui-Gon é um cavaleiro Jedi, mentor de Obi-Wan Kenobi, bem como o descobridor de Anakin Skywalker, acreditando que Anakin é O Escolhido que restituirá o equilíbrio do universo, ignorando os alertas de Yoda sobre a natureza instável de Anakin; no final de A Ameaça Fantasma, Qui-Gon é morto por Darth Maul[10].

Na trilogia Batman, Ra’s também é professor do jovem Wayne: em Batman Begins, ele encontra Wayne em uma prisão chinesa; apresentando-se como Henri Ducard, ele oferece um “caminho” para o garoto. Depois que Wayne é libertado, ele segue até a fortaleza da Liga das Sombras, onde Ra’s está esperando, embora se apresente como servo de outro homem chamado Ra’s Al Ghul. Depois de um longo e doloroso treinamento, Ra’s explica que Bruce deve fazer o que for preciso para combater o mal, embora revele que eles treinaram Bruce para liderar a Liga com o intuito de destruir Gotham City, que eles acreditam ter se tornado irremediavelmente corrupta. Portanto, Ra’s não é a simples encarnação do Mal: ele representa a combinação de virtude e terror, a disciplina igualitária que combate um império corrupto, e assim pertence ao fio condutor (na ficção recente) que vai de Paul Atreides em Duna até Leônidas em 300 de Esparta. E é crucial que Wayne seja seu discípulo: Wayne foi formado como Batman por ele.

Duas críticas do senso-comum se apresentam aqui. A primeira é de que houve violência e matanças monstruosas nas revoluções reais, desde o estalinismo ao Khmer Vermelho, por isso está claro que o filme não está apenas engajado na imaginação revolucionária. A segunda, oposta, é esta: o atual movimento Occupy Wall Street não foi violento, seu objetivo definitivamente não era um novo reino do terror; na medida em que se espera que a revolta de Bane extrapole a tendência imanente do movimento OWS, o filme, portanto, deturpa de maneira absurda seus objetivos e estratégias. Os atuais protestos antiglobalistas são o exato oposto do terror brutal de Bane: este representa a imagem espelhada do terror estatal, uma seita fundamentalista e homicida dominada e controlada pelo terror, e não a sua superação por meio da auto-organização popular… As duas críticas compartilham a rejeição da figura de Bane. A resposta a essas duas críticas é múltipla.

Primeiro, devemos esclarecer o atual escopo da violência – a melhor resposta para a afirmação de que a reação violenta da multidão à opressão é pior que a opressão original foi dada por Mark Twain no seu Um ianque na corte do rei Artur: “Houve dois ‘Reinos do Terror’, se bem nos lembramos; um forjado na incandescente paixão, outro no desumano sangue frio. [...] Mas todos os nossos temores, que os tenhamos pelo menor terror, o momentâneo, por assim dizer; pois o que é o terror da morte súbita pelo machado se comparado à morte em toda uma vida de fome, frio, insulto, crueldade e desilusão? O cemitério de qualquer cidade pode bem conter os caixões cheios desse breve terror, que todos aprendemos com afinco a temer e lamentar; mas a França inteira mal conteria os caixões cheios daquele outro terror, mais antigo e verdadeiro, o terror de amargura e atrocidade indizíveis, que nenhum de nós aprendeu a encarar em toda sua amplitude ou desprezo que merece”.

Depois, deveríamos desmistificar o problema da violência, rejeitando afirmações simplistas de que o comunismo do século XX agiu com uma violência homicida excessiva demais, e de que deveríamos tomar cuidado para não cair mais uma vez nessa armadilha. Com efeito, trata-se de uma terrível verdade – mas esse foco voltado diretamente para a violência obscurece uma questão basilar: o que houve de errado no projeto comunista do século XX como tal, qual foi o ponto fraco imanente desse projeto que impulsionou o comunismo a recorrer (não só) aos comunistas no poder para a violência irrestrita? Em outras palavras, não basta dizer que os comunistas “negligenciaram o problema da violência”: foi um aspecto sócio-político mais profundo que os impulsionou à violência. (O mesmo se aplica à ideia de que os comunistas “negligenciaram a democracia”: seu projeto geral de transformação social impôs sobre eles esse “negligenciar”.) Portanto, não é apenas o filme de Nolan que foi incapaz de imaginar o poder autêntico do povo – os próprios movimentos “reais” de emancipação radical também não o fizeram e continuam presos nas coordenadas da antiga sociedade, e, por essa razão, muitas vezes o efetivo “poder do povo” foi esse horror violento.

E, por último, mas não menos importante, é muito simples dizer que não há potencial violento no movimento OWS e similares – há sim uma violência em jogo em todo processo emancipatório autêntico: o problema com o filme é que ele traduziu essa violência de uma maneira errada em terror homicida. Qual é, então, a sublime violência em relação à qual até mesmo o mais brutal assassinato é um ato de fraqueza? Façamos uma digressão em Ensaio sobre a lucidez, de José Saramago, que conta a história dos estranhos eventos na capital sem nome de um país democrático não identificado. Quando a manhã do dia das eleições é arruinada por chuvas torrenciais, a quantidade de eleitores presentes é extremamente baixa, mas o tempo melhora no meio da tarde e a população segue em massa para as seções eleitorais. No entanto, o alívio do governo logo acaba quando a contagem de votos revela que 70% das cédulas na capital foram deixados em branco. Frustrado por esse aparente lapso civil, o governo dá aos cidadãos a chance de refazer o fato uma semana depois, em mais um dia de eleição. O resultado é pior: agora 83% dos votos foram brancos. Os dois principais partidos políticos – o governante partido da direita (p.d.d.) e seu principal adversário, o partido do meio (p.d.m.) – entram em pânico, enquanto o infeliz e marginalizado partido da esquerda (p.d.e.) apresenta uma análise afirmando que os votos brancos são, essencialmente, um voto por sua agenda progressiva. Sem saber como responder a um protesto benigno, mas certo de que existe uma conspiração antidemocrática, o governo rapidamente rotula o movimento de “terrorismo puro e duro” e declara estado de emergência, permitindo a suspensão de todas as garantias constitucionais e adotando uma série de medidas cada vez mais drásticas: os cidadãos são apanhados aleatoriamente e desaparecem em interrogatórios secretos, a polícia e a sede do governo saem da capital, proibindo a entrada e a saída da cidade e, por fim, fabricando seu próprio líder terrorista. A cidade toda continua funcionando quase normalmente, as pessoas se esquivam de todas as ofensivas do governo com uma harmonia inexplicável e com um verdadeiro nível gandhiano de resistência não violenta… isso, a abstenção dos eleitores, é um exemplo de “violência divina” verdadeiramente radical que desperta reações de pânico brutal nos detentores do poder.

Voltando a Nolan, a trilogia dos filmes do Batman, portanto, segue uma lógica imanente. Em Batman Begins, o herói continua dentro dos limites de uma ordem liberal: o sistema pode ser defendido com métodos moralmente aceitáveis. O Cavaleiro das Trevas é de fato uma nova versão de dois clássicos de faroeste de John Ford (Sangue de Heróis e O Homem Que Matou o Facínora) que retratam como, para civilizar o ocidente selvagem, é preciso “publicar a lenda” e ignorar a verdade – em suma, como nossa civilização tem de se fundamentar em uma Mentira: é preciso quebrar as regras para defender o sistema. Ou, dito de outra forma, em Batman Begins, o herói é simplesmente uma figura clássica do vigilante urbano que pune os criminosos naquilo que a polícia não pode; o problema é que a polícia, órgão responsável pela imposição das leis, relaciona-se de maneira ambígua à ajuda de Batman: enquanto admite sua eficácia, ela também considera Batman uma ameaça ao seu monopólio do poder e uma testemunha da sua ineficácia. No entanto, a transgressão de Batman aqui é puramente formal, consiste em agir em nome da lei sem a legitimação para fazê-lo: nos seus atos, ele nunca viola a lei. O Cavaleiro das Trevas muda essas coordenadas: o verdadeiro rival de Batman não é o Coringa, seu oponente, mas Harvey Dent, o “cavaleiro branco”, o novo e agressivo promotor público, um tipo de vigilante oficial cuja batalha fanática contra o crime o conduz ao assassinato de pessoas inocentes e o destrói. É como se Dent fosse a resposta à ordem legal da ameaça de Batman: contra a vigilante luta de Batman, o sistema gera seu próprio excesso ilegal, seu próprio vigilante, muito mais violento que Batman, violando diretamente a lei. Desse modo, há uma justiça poética no fato de que, quando Bruce planeja revelar ao público sua identidade como Batman, Dent o interrompe e se apresenta como Batman – ele é “mais Batman que o próprio Batman”, efetivando a tentação à qual Batman ainda era capaz de resistir. Então quando, no final do filme, Batman assume os crimes cometidos por Dent para salvar a reputação do herói popular que incorpora a esperança para o povo comum, seu ato modesto tem uma ponta de verdade: Batman, de certa forma, devolve o favor a Dent. Seu ato é um gesto de troca simbólica: primeiro Dent toma para si a identidade de Batman, e depois Wayne – o Batman verdadeiro – toma para si os crimes de Dent.

Por fim, O Cavaleiro das Trevas Ressurge ultrapassa ainda mais os limites: Bane não seria Dent levado ao extremo, à sua autonegação? Dent que chega à conclusão de que o sistema é injusto, de modo que, para combater a injustiça com eficácia, é preciso atacar diretamente o sistema e destruí-lo? E, como parte da mesma atitude, Dent que perde as últimas inibições e está pronto para usar toda sua brutalidade assassina para atingir esse objetivo? O advento dessa figura muda a constelação inteira: para todos os participantes, inclusive Batman, a moralidade é relativizada, torna-se uma questão de conveniência, algo determinado pelas circunstâncias: é uma guerra de classes aberta, tudo é permitido para defender o sistema quando estamos lidando não só com gângsteres malucos, mas com uma revolta popular.

Será, então, que isso é tudo? O filme deveria ser categoricamente rejeitado por quem se envolve em lutas emancipatórias radicais? As coisas são mais ambíguas, e é preciso interpretar o filme da maneira que se interpreta um poema político chinês: as ausências e as presenças surpreendentes também contam. Recordemos a antiga história francesa sobre uma esposa que reclama do melhor amigo do marido, dizendo que o amigo tem se insinuado sexualmente para ela: leva algum tempo para que o amigo surpreso entenda a mensagem – de uma maneira invertida, ela o está incitando a seduzi-la… É como o inconsciente freudiano que não conhece a negação: o que importa não é um juízo negativo sobre algo, mas o simples fato de que esse algo seja mencionado – em O Cavaleiro das Trevas Ressurge, o poder do povo ESTÁ AQUI, encenado como um Evento, em um passo fundamental dado a partir dos oponentes habituais de Batman (criminosos megacapitalistas, gângsteres e terroristas).

Temos aqui a primeira pista – a perspectiva de que o movimento OWS tome o poder e estabeleça a democracia do povo em Manhattan é nítida e completamente tão absurda e irreal que não podemos deixar de fazer a seguinte pergunta: POR QUE UM IMPORTANTE BLOCKBUSTER DE HOLLYWOOD SONHA COM ISSO, POR QUE EVOCA ESSE ESPECTRO? Por que sequer sonhar com o OWS culminando em uma violenta tomada de poder? A resposta óbvia (manchar o OWS com acusações de que ele guarda um potencial terrorista totalitário) não é o bastante para explicar a estranha atração exercida pela perspectiva do “poder do povo”. Não admira que o funcionamento apropriado desse poder continue branco, ausente: nenhum detalhe é dado sobre como funciona esse poder do povo, sobre o que as pessoas mobilizadas estão fazendo (é preciso lembrar que Bane diz que as pessoas podem fazer o que quiserem – ele não impõe sobre elas a sua própria ordem).

É por isso que a crítica externa do filme (“sua retratação do reino do OWS é uma caricatura ridícula”) não basta – a crítica tem de ser imanente, tem de situar dentro do próprio filme uma multiplicidade de sinais que aponte para o Evento autêntico. (Recordemos, por exemplo, que Bane não é apenas um terrorista brutal, mas sim uma pessoa de profundo amor e sacrifício.) Em suma, a ideologia pura não é possível, a autenticidade de Bane TEM de deixar rastros na tecitura do filme. É por isso que o filme merece uma leitura mais íntima: o Evento – a “república do povo de Gotham City”, a ditadura do proletariado sobre Manhattan – é imanente ao filme, é o seu centro ausente.

[1] Tyler O’Neil, “Dark Knight and Occupy Wall Street: The Humble Rise”, Hillsdale Natural Law Review, 21 de julho de 2012.

[2] Karthick RM, “The Dark Knight Rises a ‘Fascist’?”, Society and Culture, 21 de julho de 2012.

[3] Tyler O’Neil, cit.

[4] Christopher Nolan, entrevista na Entertainment 1216 (julho de 2012), p. 34.

[5] Entrevista de Christopher e Jonathan Nolan ao Buzzine Film.

[6] Karthick, cit.

[7] Forrest Whitman, “The Dickensian Aspects of The Dark Knight Rises”, 21 de julho de 2012.

[8] Karthick, cit.

[9] Citado em Jon Lee Anderton, Che Guevara: A Revolutionary Life, New York: Grove 1997, p. 636-637.

[10] Notemos a ironia do fato de que o filho de Neeson é um xiita devoto, e que o próprio Neeson às vezes fala sobre a sua futura conversão ao islamismo. "

Fonte!

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Achei uma visão muito interessante! Apesar que o Nerdcast cobriu vários aspectos do filme (principalmente da mitologia do Batman) faltou a análise crua é óbvia do movimento popular que foi feito por Bane, e sua ação paralela com Ocupy Wall Street! Inclusive o filme foi filmado em WS durante o OWS!
Achei o texto interessantíssimo, desde a fundamentação do sistema em mentiras, ao problema de não sabermos como reagir e criar um sistema mais justo.

8 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 24/8/2012, 5:14 pm

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TOH
WTF? DUAS ZANPAKUTOUS???
WTF? DUAS ZANPAKUTOUS???

Como TDKR deveria ter terminado:


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9 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 24/8/2012, 5:26 pm

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Menos Grande
Shinigami dos Bolinhos
Shinigami dos Bolinhos

BECAUSE I'M BATMAN >(!

10 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 24/8/2012, 6:45 pm

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Clamp
Moderador
Moderador

Caras muito bom

11 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 24/8/2012, 8:49 pm

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Rah
Nível de Décima Espada
Nível de Décima Espada

Menos Grande escreveu:BECAUSE I'M BATMAN >(!
Isn't it Bruce Wayne?

12 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 24/8/2012, 8:51 pm

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Menos Grande
Shinigami dos Bolinhos
Shinigami dos Bolinhos

Rah escreveu:
Menos Grande escreveu:BECAUSE I'M BATMAN >(!
Isn't it Bruce Wayne?
tenho até foto >(!

13 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 25/8/2012, 1:23 pm

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Ukitake
Nível de Primera Espada
Nível de Primera Espada

Até esqueci de comentar aqui, vi o filme semana passada. Bom filme mesmo, termina a trilogia do Nolan com estilo.

14 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 25/8/2012, 3:53 pm

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TOH
WTF? DUAS ZANPAKUTOUS???
WTF? DUAS ZANPAKUTOUS???

Spoiler:
A única coisa que eu não entendi até agora é como o Bruce sem um tostão no bolso, sem identidade, com as costas lascadas, violentado, penetrado pelos 9 buracos, fodido e cagado conseguiu voltar à Gotham em questão de um mês e isso sem citar que a cidade estava completamente isolada. Ok, "because HE is Batman!" seria a resposta... Mas tirando isso foi uma conclusão coerente para a trilogia.


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15 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 25/8/2012, 6:51 pm

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Menos Grande
Shinigami dos Bolinhos
Shinigami dos Bolinhos

Veja bem ele não só saiu do buraco, libertou TODOS os "policiais" e "funcionários" que estavam no buraco (quando Bane voltou lá prendeu os antigos policiais e funcionários no lugar dos prisioneiros).. dai ele só teve que arrumar 1 pessoa com conexão (e ele deve ser cheio de conexões. Ele é/era rico.. ele arrumou um avião mercenário no filme 2 para ir para china sequestrar o Mao, vai saber foi o mesmo cara?) de avião qualquer lugar do mundo é um pulo (não mais que 1 dia).

O povo fica falando "como entrou de volta para Gotham?" A questão é que não é dificil "entrar em gotham" só sair de Gotham que era vigiado.. tanto que aquela SWAT entrou para mobilizar as forças com os policiais e achar a bomba, Bruce deve saber lugares ainda melhores para entrar, ele saia com um Batmóvel por ai e "sumia" no meio da rua.

16 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 25/8/2012, 7:38 pm

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TOH
WTF? DUAS ZANPAKUTOUS???
WTF? DUAS ZANPAKUTOUS???

Menos Grande escreveu:Veja bem ele não só saiu do buraco, libertou TODOS os "policiais" e "funcionários" que estavam no buraco (quando Bane voltou lá prendeu os antigos policiais e funcionários no lugar dos prisioneiros).. dai ele só teve que arrumar 1 pessoa com conexão (e ele deve ser cheio de conexões. Ele é/era rico.. ele arrumou um avião mercenário no filme 2 para ir para china sequestrar o Mao, vai saber foi o mesmo cara?) de avião qualquer lugar do mundo é um pulo (não mais que 1 dia).

Mas a essa hora ele já estava falido. A não ser que ele tenha feito tudo no cheque pré ou foi na base do enrolation. Agora me lembrei do bat-cartão-de-crédito do filme do Joel Schummacher.

Menos Grande escreveu:O povo fica falando "como entrou de volta para Gotham?" A questão é que não é dificil "entrar em gotham" só sair de Gotham que era vigiado.. tanto que aquela SWAT entrou para mobilizar as forças com os policiais e achar a bomba, Bruce deve saber lugares ainda melhores para entrar, ele saia com um Batmóvel por ai e "sumia" no meio da rua.
Mas aquela força tarefa que tentou invadir Gotham também tomou no toba. E bom, se é difícil sair, entrar também não era fácil, já que as principais vias tinham sido destruídas.


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17 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 26/8/2012, 11:24 pm

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kensei
Nível de Segunda Espada
Nível de Segunda Espada

If 'Dark Knight Rises' Was 10 Times Shorter and More Honest

Crítica mais plausível aos plot-holes do filme que eu vi com o maior senso de humor possível.
E sim, ainda assim eu achei um filme FODA!

E o Bane é meu vilão favorito de qualquer filme EVER. Principalmente porque eu gosto de imitar ele :B

18 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 27/8/2012, 12:25 am

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Ryuusuke
Membro da Guarda Real
Stray Dog
Membro da Guarda Real Stray Dog

kensei escreveu:
E o Bane é meu vilão favorito de qualquer filme EVER. Principalmente porque eu gosto de imitar ele :B

WITH NO SURVIVORS !!!!!


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19 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 27/8/2012, 12:54 am

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Menos Grande
Shinigami dos Bolinhos
Shinigami dos Bolinhos

hahahah já imito o BANE desde 2003 >(!

Tinha um site que você escrevia as coisas e o Cain falava, seria foda pra por as frases do bane..

20 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 31/8/2012, 12:38 pm

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Kageoni
Gillian
Gillian

Filme do C#$@$# mesmo.

Efeitos, atuações, montagem, tudo muito bom. Até mesmo o Bale com quem sempre tive algumas ressalvas, na minha opinião faz seu melhor trabalho de atuação na série. Ele conseguiu passar com clareza os sentimentos de solidão/angustia no começo, raiva e impotência no meio do filme e paz e sensação de dever cumprido no final.

E a primeira luta, o que foi aquilo? luta violenta, cortes rápidos sem nenhum tipo de trilha sonora, só os barulhos de socos e ossos estalando mesmo. Evendo esse épico em IMAX as sensação são ampliadas.

Enfim, a saga foi fechada com chave de ouro. Apesar de alguns defeitos e incoerências e furos, o saldo final é mais do que positivo. Entra para a história como uma das maiores trilogias de todos os tempos e a responsável por estabelecer talvez um dos maiores vilões de todos os tempos: O Coringa de Heath Ledger.

O Canto do poço não sai da cabeça. Que venha o Hobbit e Superman.
Obs: Moderadores, por gentileza, marquem os trechos que julgarem necessáios como spoilers.

21 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 31/8/2012, 6:10 pm

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Clamp
Moderador
Moderador

Penso seriamente em comprar a box da trilogia quando lançarem

22 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 31/8/2012, 7:44 pm

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Menos Grande
Shinigami dos Bolinhos
Shinigami dos Bolinhos

EU também clamp! Já viu o box do 2? Sensacional! É um santd com o batmoto(?) e o stand é um porta blue-ray >(! Se fizerem algo do tipo no box do 3, ou dos 3 comprarei.

23 Re: BATMAN : THE DARK KNIGHT RISES! em 20/11/2012, 11:38 am

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PSEUDO-AIZEN
Fracción
Fracción

Bem, antes tarde do que nunca.

Achei "O Filme", assisti com minha noiva e minha entiada, que por sinal gostaram muito também.
A sala IMAX onde os efeitos são bem superiores, dá um toque especial.

O filme tem um saldo super positivo, e qualquer eventual erro nem sequer pode ser considerado uma critica em si. Afinal não existirá nunca uma adaptação perfeita, no entanto o trabalho de Nolan foi fantástico.

A personalidade do Bane chega a dar medo, a cena dele tombando um avião no inicio foi de arrepiar.

Eu não curti muito das lutas em si, por que sei que Ninjutsu real é uma arte marcial muito mais abrangente, eu sei da restrição de mobilidade da armadura do Batmam, mas as lutas poderiam ter sido melhores, ainda assim. De toda forma como eu falei, isso nem sequer é um ponto negativo se considerarmos o conjunto da obra.

Ledger morreu e não viveu este momento, pena mesmo !! Contudo poderia ter sido mostrado um Coringa liderando algum bairro de Gothan, afinal o personagem Coringa ainda estaria vivo. Apesar de que seria quase um pecado mostrar alguém alem de Ledger como Coringa, mesmo que fosse num close rápido ou somente uma gargalhada bizarra ao fundo





Última edição por PSEUDO-AIZEN em 20/11/2012, 11:40 am, editado 1 vez(es) (Razão : edição)


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